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Notícia

31/08/26

Defasagem média de 10,5% entre frete praticado e custos efetivos


A NTC&Logística tornou pública, por meio de comunicado do CONET (Comitê Nacional de Estudos de Transportes) e do Internsindical, a defasagem média de 10,5% entre os valores de frete praticados e os custos efetivos do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).


O índice foi apurado pelo DECOPE – Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas e representa um importante sinal de alerta para transportadores, embarcadores, contratantes e demais agentes envolvidos na contratação do transporte.


A manutenção de preços abaixo dos custos compromete a sustentabilidade econômica das operações e, consequentemente, a capacidade de manutenção da qualidade e da segurança dos serviços.


Pressão sobre os custos no primeiro semestre de 2026


Após um período de maior estabilidade dos custos operacionais em 2025, o primeiro semestre de 2026 foi marcado por forte pressão sobre os custos do transporte, especialmente em razão dos combustíveis. No período, o combustível apresentou aumento acumulado de 17,63%, enquanto os demais componentes também registraram elevação:


Componente de custoAcumulado no 1º semestre de 2026:
Caminhão1,32%
Mão de obra5,00%
Combustível17,63%



No acumulado de 12 meses, o INCT-Lotação registrou alta de 8,36%, enquanto o INCT-Fracionado aumentou 8,19%, ambos acima do IPCA do período, de 4,64%. Mesmo diante dessa evolução dos custos, os preços praticados no mercado não acompanharam integralmente essa elevação.


Impacto para o transporte e para toda a cadeia


O transporte rodoviário de cargas é essencial para o funcionamento da economia brasileira. Quando o preço contratado não acompanha o custo necessário para realizar a operação, a diferença precisa ser absorvida pelo transportador, reduzindo sua margem e comprometendo sua capacidade de investimento, por exemplo, em renovação de frota, manutenção, segurança e melhoria dos serviços.


Por isso, a recomposição do frete não deve ser vista apenas como uma questão do transportador, mas como uma necessidade para preservar a sustentabilidade de toda a cadeia logística.


Componentes tarifários e custo financeiro


Além da recomposição do frete, é fundamental que sejam corretamente considerados os componentes tarifários aplicáveis a cada operação, especialmente Frete-Valor, GRIS, TSO, custos de gerenciamento de riscos, cobrança adequada de cubagem e demais taxas e serviços adicionais.


Também merece atenção o custo financeiro decorrente dos prazos concedidos aos clientes. Com a Selic ainda elevada, o financiamento desses prazos representa um custo adicional para o transportador que não está contemplado nas planilhas referenciais de custos da NTC.


Fonte: NTC&Logística – Comunicado CONET de agosto de 2026

Autor: Setracajo




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