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Notícia16/07/26
Transportadoras passam a ser cobradas por eficiência ambiental

A sustentabilidade deixou de ser apenas uma pauta institucional. No Transporte Rodoviário de Cargas, esse movimento já começa a impactar diretamente a competitividade das empresas, a manutenção de contratos e o posicionamento das transportadoras diante do mercado.
Responsável por cerca de 65% do transporte de cargas no Brasil, o setor ocupa posição central nas discussões sobre eficiência operacional, redução de emissões e sustentabilidade nas cadeias produtivas. Grandes empresas, especialmente multinacionais e companhias abertas, vêm ampliando suas exigências ambientais sobre fornecedores e parceiros logísticos. Na prática, isso significa que transportadoras passam a ser avaliadas também pela capacidade de mensurar emissões, estruturar indicadores ESG e demonstrar iniciativas voltadas à eficiência ambiental e operacional.
Esse cenário ganhou ainda mais força com a regulamentação do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE), instituído pela Lei nº 15.042/2024, que estabeleceu novas diretrizes relacionadas ao inventário e a reportar sobre emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Estudos recentes apontam que o Transporte Rodoviário de Cargas será um dos setores mais estratégicos no processo de transição energética brasileira nas próximas décadas.
A modernização da operação logística, o uso de combustíveis alternativos, a eficiência de rotas e o controle de emissões passam a integrar não apenas a agenda ambiental, mas também a estratégia de crescimento das empresas. Publicações recentes destacam que práticas sustentáveis deixaram de ser apenas diferencial competitivo e passaram a representar fator relevante para permanência e crescimento no mercado.
Diante desse novo cenário, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) firmou parceria com a Domani Global, empresa especializada em soluções ESG e gestão de emissões voltadas ao setor de transportes. A iniciativa busca facilitar o acesso das empresas associadas a ferramentas práticas e tecnológicas para gestão ambiental, acompanhamento de indicadores ESG, inventário de emissões e estratégias de descarbonização, respeitando a realidade operacional de micro, pequenas, médias e grandes transportadoras.
Soluções disponíveis para empresas associadas à NTC&Logística:
• Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) – Mensuração das emissões nos escopos 1, 2 e 3, conforme padrões técnicos e exigências regulatórias;
• Plataforma Domani SaaS – Ferramenta digital para gestão ESG, monitoramento de indicadores e geração automatizada de relatórios;
• Diagnóstico ESG e Plano de Descarbonização – Estruturação de estratégias para redução e compensação de emissões.
O Setracajo recomenda que as empresas associadas fiquem atentas a essa nova realidade e busquem se preparar para as exigências que já estão em curso. A adequação ambiental não é mais uma opção, mas uma condição para a competitividade e a continuidade dos negócios no setor de transporte de cargas.
Fonte: Portal NTC&Logística